A última semana não foi das mais verdes para quem trabalha com folhosas na Ceagesp. Entre 17 e 21 de novembro, a venda de alface, que já estava lenta desde o início do mês, perdeu ainda mais ritmo. Pesquisadores do Cepea apontam dois fatores principais para o desânimo do mercado: o feriado da Consciência Negra, no dia 20, que reduziu o movimento, e a clássica retração de compras típica da reta final do mês.
Com menos compradores circulando e uma oferta elevada nas bancas, o resultado foi inevitável: valores pressionados e até sobras de mercadoria. Em alguns pontos, produtores viram caixas retornarem praticamente do jeito que chegaram, sinal claro de que o consumo ficou longe do ideal.
Diante desse cenário, agentes do setor já estão segurando a entrada de nova mercadoria, numa tentativa de evitar que o excesso amplie o prejuízo. A expectativa agora se volta para dezembro, quando o aumento de eventos, confraternizações e maior fluxo de consumidores pode dar um fôlego ao mercado — e, quem sabe, tirar a alface do sufoco.