Solo saudável, futuro sustentável: projeto da Esalq é reconhecido pela ONU

A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), em Piracicaba, está colhendo os frutos de um trabalho inovador. Um projeto desenvolvido na instituição será homenageado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) durante o Fórum Mundial da Alimentação, que acontece em Roma, no dia 15 de outubro, com transmissão on-line. A homenagem integra as celebrações pelos 80 anos da FAO e destaca iniciativas que contribuem para a gestão sustentável de recursos agrícolas.

O destaque da vez é o KIT SOHMA, uma ferramenta prática que avalia a saúde do solo diretamente no campo. O projeto é coordenado pela doutoranda Bruna Schiebelbein, sob orientação do professor Maurício Cherubim, do Departamento de Ciência do Solo da Esalq. O reconhecimento internacional virá na categoria dedicada à gestão de recursos de terra, solo e água voltada à agricultura resiliente e à segurança alimentar — temas cada vez mais urgentes no cenário global.

A grande sacada do KIT SOHMA é sua simplicidade. Ele permite medir sete indicadores do solo — como infiltração de água, estrutura, pH, presença de macrofauna e atividade biológica — sem precisar de laboratório. Tudo é feito ali mesmo, no local de coleta, com apoio de um guia de campo que ensina passo a passo como usar o kit, interpretar os resultados e calcular um índice de saúde do solo. O sistema ainda gera um relatório eletrônico, enviado automaticamente por e-mail, o que facilita o acompanhamento dos dados.

Segundo a FAO, o projeto da Esalq está totalmente alinhado aos princípios dos “Quatro Melhores” — melhor produção, melhor nutrição, melhor meio ambiente e melhor qualidade de vida — que orientam as ações da entidade em todo o mundo. Para quem quiser conhecer o material completo, ele está disponível gratuitamente em https://doi.org/10.11606/9786587391557.

Mais do que um reconhecimento internacional, a homenagem reafirma o papel da Esalq como referência em inovação e sustentabilidade agrícola, mostrando que a ciência feita em Piracicaba continua rendendo bons frutos — e ajudando o planeta a crescer de forma mais saudável.

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