
Depois de um primeiro semestre de fôlego, as exportações brasileiras de ovos deram uma pausa em julho. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Cepea, o país embarcou 5,26 mil toneladas de ovos in natura e processados no mês, volume 20% menor que em junho. Apesar do recuo mensal, o número ainda impressiona: é 305% superior ao registrado em julho do ano passado. O principal fator para a queda foi a redução de 31% nos envios para os Estados Unidos, que, mesmo assim, seguem como o maior comprador da proteína brasileira.
No mercado interno, o cenário é oposto. Os preços dos ovos começaram agosto em alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Entre os motivos, estão o fim das férias escolares — que impulsiona o consumo em cantinas e restaurantes — e o início do mês, período em que muitas famílias têm o orçamento reforçado, favorecendo a compra de alimentos mais nutritivos. Com isso, o setor mantém um clima de otimismo moderado, acompanhando de perto tanto o comportamento da demanda interna quanto as oscilações no comércio exterior.