O mês de maio foi marcado por uma certa estabilidade nos preços da soja, que variaram dentro de uma faixa estreita, segundo levantamentos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Embora o cenário não tenha apresentado grandes sustos, o mercado seguiu atento a diversos fatores que, mesmo discretamente, influenciaram nas cotações.
De um lado, a oferta robusta da América do Sul ajudou a segurar os preços. De outro, o ritmo de plantio da nova safra nos Estados Unidos trouxe certa cautela aos agentes do mercado, que acompanham de perto o desenvolvimento das lavouras por lá. Além disso, as tarifas impostas pelos Estados Unidos a outros países seguem gerando reações dos governos afetados, criando um pano de fundo político que também interfere no comportamento do mercado.
Na última semana de maio, as pesquisas do Cepea indicaram que as cotações continuaram levemente pressionadas, e a média mensal acabou ficando abaixo da registrada em abril. Ou seja, quem esperava uma recuperação mais significativa acabou frustrado.
Apesar dessa movimentação contida nos preços, as exportações de soja em grão seguem firmes e aceleradas, mostrando que, mesmo com as oscilações e incertezas, a demanda internacional pela oleaginosa brasileira continua bastante aquecida.