Preço do feijão segue em queda e preocupa produtores; colheita no Paraná deve cair 22%

O mercado do feijão vem passando por um momento complicado, segundo levantamento recente do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Na última semana de maio, os preços do feijão carioca seguiram pressionados para baixo, enquanto o feijão preto até conseguiu se manter, graças à presença mais ativa de compradores. No entanto, o saldo do mês não foi positivo para nenhuma das variedades: ambas registraram desvalorizações.

O feijão preto, em especial, chama atenção: as cotações recuam há oito meses consecutivos, desde outubro de 2024, quando o Cepea passou a divulgar regularmente os preços desse grão. Mesmo com uma demanda mais forte por produtos de melhor qualidade, o mercado não resistiu à pressão causada pela perda de qualidade nas lavouras, o que acabou puxando as cotações para baixo em todas as regiões analisadas.

E as perspectivas para o campo também não são das melhores. O Paraná, maior produtor brasileiro de feijão preto, deve colher menos na segunda safra de 2024/25. De acordo com dados do Deral/Seab (Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná), a produção estimada é de 534 mil toneladas — uma queda expressiva de 22% em comparação com a safra anterior.

Apesar disso, há um ponto positivo: a primeira safra paranaense surpreendeu, atingindo 340,26 mil toneladas, volume que representa um crescimento de impressionantes 103% em relação ao mesmo período do ano passado. Agora, produtores e especialistas seguem atentos ao mercado e ao clima, fatores decisivos para o comportamento dos preços e o desempenho das próximas colheitas.

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