Batata no topo: produção global vai bater 750 milhões de toneladas até 2030

Prepare-se para ver a batata ainda mais presente nos pratos ao redor do mundo! Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), até 2030 a produção global do tubérculo vai alcançar impressionantes 750 milhões de toneladas, o que representa um salto de 112% em relação aos números atuais. Ásia, África e América Latina serão as protagonistas dessa expansão, respondendo por 59% de toda a produção.

Essa ascensão não é por acaso: a batata é uma verdadeira campeã da resistência. Adaptável a solos áridos, resistente ao frio e à seca, ela se consolida como uma das opções alimentares mais vantajosas, principalmente em regiões onde a água e as terras aráveis são recursos escassos. Por conta de sua importância estratégica para a segurança alimentar, a ONU aprovou em 2023 a criação do Dia Internacional da Batata, celebrado anualmente para destacar seu valor nutricional, econômico, cultural e ambiental.

O tubérculo também é visto como “amigo do clima”, já que sua produção emite níveis significativamente mais baixos de gases de efeito estufa, em comparação com outras culturas alimentares. Esse aspecto sustentável, somado ao aumento de 10% na produção mundial na última década, impulsionou não só a oferta do alimento, mas também o crescimento do emprego e da renda em muitas comunidades rurais.

Mas a batata não é só volume: é também diversidade! Existem mais de 5 mil variedades cultivadas ao redor do mundo, muitas delas exclusivas da América Latina, sua região de origem. Além disso, há cerca de 150 espécies selvagens, que são verdadeiros tesouros genéticos, essenciais para o desenvolvimento de variedades ainda mais adaptáveis, resistentes a pragas e com melhor desempenho frente às mudanças climáticas e às exigências dos consumidores.

Apesar desse cenário promissor, a ONU alerta: ainda há muito a ser feito para que a batata atinja todo o seu potencial no combate à fome e à desnutrição global. Apostar no melhoramento genético e na valorização dessa cultura pode ser um dos caminhos mais eficazes para um futuro com mais segurança alimentar e sustentabilidade.

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