Se você anda sentindo o pãozinho francês mais caro ou notou aquela alta discreta no macarrão, pode culpar o trigo! De acordo com levantamentos do Cepea, os preços do cereal vêm subindo desde o início do ano, atingindo patamares elevados no Paraná e no Rio Grande do Sul – os maiores, em termos nominais, desde agosto de 2024. Mas antes de entrar em pânico e estocar farinha, é bom entender essa montanha-russa de preços.
O que acontece é um fenômeno cíclico: no primeiro semestre, os valores do trigo tendem a subir porque os estoques internos vão diminuindo e as importações ganham força para suprir a demanda. Já na segunda metade do ano, a nova safra chega com tudo, elevando a oferta e, consequentemente, puxando os preços para baixo. É um vai e vem que já faz parte do mercado.
Para os produtores, essa movimentação pode ser um jogo de estratégia, equilibrando colheita, estocagem e exportação. Se há sobra de trigo, o Brasil acelera as vendas para fora no início do ano; se falta, importa mais. Para os consumidores, a dica é ficar de olho: oscilações como essa podem impactar desde o café da manhã até aquele prato de massa do jantar. Será que é hora de apostar no arroz?