Arroz amargo: mercado no RS enfrenta queda de preços e baixa liquidez

Se o arroz é um dos itens mais básicos na mesa dos brasileiros, para os produtores do Rio Grande do Sul ele tem sido sinônimo de dor de cabeça nos últimos dias. O mercado de arroz em casca no estado segue com baixa liquidez, segundo levantamentos do Cepea, refletindo a dificuldade nas negociações e a pressão sobre os preços. Embora as unidades de beneficiamento tenham registrado um leve aumento nos volumes processados na semana passada, os preços do fardo sofreram quedas acentuadas, desanimando quem esperava uma reação positiva no setor.

O aumento da oferta de venda escancara a necessidade de capitalização dos produtores, que buscam recursos para cobrir os custos da colheita. Mas o cenário não tem sido favorável: os valores da matéria-prima despencaram, principalmente nas negociações “a retirar”, impactadas pelo recente encarecimento do frete devido à alta do diesel. O reflexo disso é uma desvalorização significativa no preço da saca. Na primeira quinzena de março, o Indicador do arroz em casca CEPEA/IRGA-RS (58% grãos inteiros, pagamento à vista) acumulou uma queda de 7,2%, encerrando o dia 14 a R$ 83,42 por saca de 50 kg – o menor valor desde julho do ano passado.

Com esse cenário, os produtores seguem atentos ao mercado, buscando estratégias para driblar a baixa liquidez e recuperar margens de lucro. A expectativa é que fatores como demanda interna e exportações possam trazer algum alívio nos próximos meses. Até lá, o arroz segue cozinhando em fogo alto no mercado gaúcho, mas sem grandes temperos para animar os produtores.

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