Jovem cientista do interior de SP cria corante natural que promete salvar rios e revolucionar a moda

Enquanto a indústria da moda tenta se reinventar para reduzir seus impactos ambientais, uma jovem de apenas 18 anos pode ter encontrado uma solução brilhante (e colorida!). Beatriz Gallicchio Larsen, estudante da Etec Trajano Camargo, em Limeira (SP), desenvolveu um corante natural para tecidos que não polui rios e ribeirões, trazendo uma alternativa sustentável para um dos setores mais poluentes do planeta.

Se você nunca parou para pensar no impacto ambiental do seu guarda-roupa, aqui vai um dado alarmante: a indústria da moda é a segunda mais poluente do mundo, perdendo apenas para a petrolífera. De acordo com a Global Fashion Agenda, mais de 92 milhões de toneladas de resíduos têxteis são descartados anualmente. Uma grande parte desse estrago vem dos corantes sintéticos, que podem contaminar a água e até alterar a genética de micro-organismos aquáticos. Foi ao se deparar com essa realidade que Beatriz decidiu agir.

Fotos: Acervo pessoal

Inspirada por uma pesquisa durante sua iniciação científica na Unicamp, a jovem mergulhou na química sustentável e desenvolveu um corante biológico extraído de microalgas e cianobactérias. “Podemos cultivar essa biomassa, secá-la e extrair substâncias como a clorofila A e a ficocianina. A partir disso, formulamos corantes que, além de ecológicos, oferecem colorações atrativas e homogêneas”, explica a estudante.

Os testes mostraram que os tecidos sintéticos, como poliéster e elastano, apresentaram os melhores resultados em fixação e tonalidade. Além disso, o próprio cultivo dessas algas contribui para a restauração ambiental, tornando o projeto ainda mais sustentável.

Com sua pesquisa inovadora, Beatriz foi selecionada para apresentar o trabalho na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), um dos maiores eventos científicos do Brasil. A mostra acontece na semana do dia 25 de março, em São Paulo, e promete dar visibilidade ao projeto que pode transformar o setor têxtil. “Ainda quero estudar mais o potencial sustentável dessas algas e expandir a pesquisa”, revela a jovem cientista.

Entre um mundo de tendências passageiras e impactos ambientais crescentes, a solução para um futuro mais verde pode estar no talento e na dedicação de jovens como Beatriz. Quem sabe, em breve, veremos roupas tingidas com cores vibrantes e livres de culpa ambiental? O futuro da moda pode ser mais sustentável do que imaginamos!

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